A alvenaria vem experimentando mudanças nos últimos anos e, com o avançar da tecnologia e das técnicas de engenharia, essa realidade tem se feito presente desde o momento da obra até a finalização do acabamento. Diante disso, você não pode deixar de conhecer a alvenaria autoportante.

Trata-se de uma opção que já vem chamando a atenção do mercado há algum tempo. Suas vantagens são consideráveis e incluem a perfeita sintonia com uma das principais demandas da sociedade atual: a sustentabilidade.

O que é a alvenaria autoportante?

A alvenaria autoportante, também chamada de alvenaria estruturada, é um conceito de construção que está em franco crescimento ao redor do mundo e começa a chamar a atenção do mercado brasileiro. Isso ocorre especialmente por conta das grandes vantagens que a alternativa apresenta em relação à modalidade tradicional.

Os imóveis edificados a partir do modelo contêm paredes feitas com blocos estruturais, que apresentam a função de suportar cargas além do próprio peso, como:

  • A cobertura;
  • A laje;
  • O vento;
  • Os elementos internos, a exemplo de móveis, eletrodomésticos, moradores e tudo o que estiver nos pavimentos da propriedade em questão.

A grande diferença é que, quando se constrói dessa maneira, vigas e colunas se tornam dispensáveis, pois a estrutura é sustentada pelas próprias paredes. Obviamente, para que isso seja feito do modo adequado, é preciso contar com uma mão de obra qualificada e especializada, capaz de evitar erros e garantir a durabilidade e a segurança.

Outro diferencial é que qualquer tipo de tubulação pode passar por dentro dos blocos, o que dispensa a necessidade de quebrar a alvenaria para fazer as instalações hidráulicas ou elétricas. Isso economiza não apenas tempo, mas também evita gastos desnecessários com mão de obra e aquisição de mais materiais.

Antigamente, a alvenaria autoportante tinha limitações e era mais utilizada em propriedades menores, com apenas um pavimento. Entretanto, a técnica continua evoluindo com o passar dos anos e, nos dias de hoje, há a possibilidade da construção de prédios com diversos andares e apartamentos por meio desse mesmo princípio de funcionamento estrutural.

Como se caracterizam os imóveis de alvenaria tradicional?

A alvenaria tradicional, como o próprio nome já indica, era a modalidade mais comum na construção civil há muito tempo. Essa opção consiste na metodologia habitual no Brasil e em boa parte do mundo ainda nos dias de hoje, mas o cenário vem mudando por conta dos benefícios da versão autoportante.

Por meio desse método, os construtores devem erguer colunas e vigas — que ficarão sobre uma fundação de estacas ou baldrames e terão a função de sustentar toda a edificação. As paredes habitualmente são feitas de tijolos de barro, gesso ou blocos de cerâmica, tendo como funcionalidade primordial oferecer alternativas de decoração, arquitetura e projeto.

O ponto forte alegado por quem não abre mão da alvenaria tradicional é a possibilidade de fazer alterações em termos de formas ou divisões, visto que não há elementos estruturais na maioria das paredes (pois dificultariam sua remoção). Essa escolha também é feita por conta da cultura e do hábito de profissionais da construção civil menos afeitos a mudanças.

Quais são as diferenças do imóvel autoportante para o tradicional?

Agora que você já aprendeu um pouco mais sobre as duas modalidades utilizadas na construção civil, chegou a hora de efetivamente conhecer quais são as principais diferenças entre elas. Confira a seguir.

Sustentabilidade

A construção civil é uma atividade poluente: mesmo fundamental para a nossa sociedade, o setor produz impactos à natureza e ao meio ambiente. As pessoas estão cada vez mais preocupadas com isso e cobram por soluções menos poluentes.

Assim, essa acaba sendo uma diferença marcante entre a alvenaria convencional e a estrutural. A primeira demanda diversos materiais para fazer as vigas e colunas, enquanto a segunda usa um sistema racionalizado, reunindo as funções de estrutura e vedação, além de produzir muito menos entulho.

Tempo de obra

O tempo também é um diferencial da alvenaria estrutural, uma vez que tudo será previamente organizado para que as peças se encaixem de maneira alternada. Isso permite, por exemplo, que os profissionais instalem todos os sistemas simultaneamente, como o elétrico, o hidráulico, as tubulações de gás e assim por diante.

Portanto, é possível conseguir um aumento no rendimento da mão de obra, que passa a executar uma maior área quadrada por dia. Já na alvenaria tradicional, em que há separação entre estrutura e vedação, as tubulações elétricas e hidráulicas só podem ser instaladas depois da execução da alvenaria, gerando desperdício de materiais e horas de trabalho.

Economia

A alvenaria estrutural também permite uma boa economia do ponto de vista financeiro, já que todo o sistema é racionalizado e usa medidas padrões nos elementos construtivos, proporcionando uma melhor modulação. Até por se tratar de um processo mais rápido de ser concluído, você economiza em termos de mão de obra.

O aspecto negativo fica por conta da necessidade de profissionais especializados. Por não ser a escolha mais tradicional, nem todos os engenheiros, arquitetos ou mesmo construtoras estão habituados a utilizar esse tipo de construção. Sendo assim, você deve pesquisar bem antes de contratar, para manter a qualidade da sua obra.

Vale a pena comprar um imóvel autoportante, afinal?

Comprar um imóvel autoportante implica em alguns pontos cruciais. Você deve ter a certeza de que a obra vai durar menos tempo e tende a custar menos. No entanto, como as paredes apresentam uma função estrutural e de vedação, podem surgir alguns problemas na hora de fazer reformas ou mudanças na planta inicial.

Depois de ler todo o conteúdo, você pôde perceber que a alvenaria autoportante é uma escolha interessante para alguns tipos de obras, certo? Essa opção oferece benefícios fundamentais em tempos nos quais a sustentabilidade está em voga.

Gostou de aprender mais sobre a alvenaria autoportante e quer continuar aprofundando seus conhecimentos na área da construção? Então, não deixe de conferir também nossas dicas de como escolher uma construtora de imóveis.