O desejo de milhões de brasileiros é sair do aluguel. Se essa for sua vontade, saiba que pode tirar a ideia do papel e começar a concretizá-la agora mesmo.

Como fazer isso? A aquisição da casa própria passa pela consideração de uma série de elementos. E é disso que vamos tratar neste conteúdo.

Nosso objetivo é mostrar um passo a passo para você adquirir o imóvel que sempre sonhou! Para isso, vamos passar pelos seguintes pontos:

  • Planeje-se financeiramente;
  • Estude o mercado imobiliário;
  • Entenda como escolher o melhor imóvel para você;
  • Analise as melhores formas de adquirir o imóvel;
  • Informe-se sobre os documentos necessários.

Com esse conhecimento, você consegue selecionar aquele imóvel que contém as características desejadas e comprá-lo sem percalços pelo caminho e com mais segurança.

É o que deseja? Então, boa leitura!

Planeje-se financeiramente

O planejamento financeiro é importante para qualquer coisa que fazemos na vida. Isso também é válido para a compra de um imóvel. Seja para dar a entrada ou para garantir que conseguirá pagar as parcelas do financiamento, programar-se para assumir essa responsabilidade é a chave para o seu sucesso pessoal.

Esse planejamento também é necessário para adquirir o imóvel dos seus sonhos. É assim que você evita comprar por impulso ou se contentar com algo que não é exatamente o que deseja.

O que muita gente ainda não sabe é de que forma deve planejar as finanças para garantir que tudo dará certo. Veja a seguir algumas dicas que vão ajudar nesse processo:

1. Invista tudo o que poupar

Dinheiro parado é sinônimo de perda. É importante que você economize mensalmente, mas deixar o dinheiro guardado em casa, aplicado na conta-corrente (sem rendimento) ou até mesmo na poupança (que apresenta retorno baixo) são más ideias.

Estipule um valor ou porcentagem mensal da sua renda para economizar. Depois, defina um investimento. Recomenda-se aplicar na renda fixa porque as chances de perda são mínimas e há rendimentos estáveis. Uma boa opção são os títulos do Tesouro Direto, que são aqueles vendidos pelo Governo Federal. Eles oferecem a mesma segurança que a poupança, mas um retorno mais alto. Além disso, há opções com boa liquidez, ou seja, o ativo pode ser convertido rapidamente em dinheiro, além de bons prazos.

2. Controle seus gastos pessoais

Essa dica vai ajudar muito a poupar dinheiro para a etapa anterior. A ideia aqui é organizar o seu orçamento pessoal e familiar, verificar onde está aplicando sua renda e quais são as despesas extras e supérfluas que podem ser reduzidas. Estabeleça uma meta e foque na compra do imóvel.

Anote todos os gastos mensais em uma planilha e avalie o que é relevante e o que pode ser diminuído. Por exemplo: se você não abre mão da TV a cabo, verifique se não pode substituir alguns produtos no supermercado para gastar menos ou mesmo optar por um serviço de streaming.

3. Preste atenção aos gastos e despesas extras

A compra de um imóvel possui gastos que vão além do pagamento mensal das parcelas. Há despesas com documentação, transferência, Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), impostos e encargos bancários, condomínio, seguro, entre outros.

Aproveite e separe um valor para cobrir essas despesas. Compare com seu orçamento mensal e verifique quanto de sua renda ficará comprometida com os gastos relativos à residência. Se ultrapassar 50%, repense.

4. Avalie a diferença de preços entre localidades e imóveis

O imóvel ideal já possui uma configuração específica na sua cabeça. Mas nem sempre será possível conseguir tudo que se quer. Tenha alternativas, como outras localizações e imóveis com algumas características diferenciadas. Isso pode fazer o preço do bem cair significativamente.

Analise, também, as diferenças de valores entre propriedades novas e usadas. No segundo caso, é preciso verificar se o imóvel é muito antigo e como estão suas instalações hidráulicas, lajes, fiação elétrica, revestimentos, pisos e estrutura. Às vezes, pode não valer a pena.

Um imóvel na planta tem as vantagens de valorizar assim que a obra terminar e apresentar menos riscos estruturais. O cuidado que se deve ter é optar por uma construtora confiável e com boa reputação no mercado.

Aliás, o mercado imobiliário deve ser estudado com mais profundidade para que sua compra seja a melhor possível. Veja o que precisa verificar em seguida.

Estude o mercado imobiliário

O planejamento deve ultrapassar as finanças e chegar ao mercado imobiliário. Conhecer bem a cidade em que você vai adquirir seu imóvel ideal é fundamental para descobrir boas oportunidades e os bairros mais valorizados.

No entanto, o mercado é bastante dinâmico e acompanhá-lo não é tarefa fácil. Aproveite essa característica a seu favor, já que essa dinamicidade faz com que uma boa oportunidade perdida possa ser melhor aproveitada em um momento posterior.

Como saber se a oportunidade disponível é boa para você? Uma dica relevante é se perguntar se você se imagina morando naquele local no prazo de 5 a 8 anos. Considere situações que podem ocorrer e interferir no aproveitamento do imóvel, por exemplo: casamento, filhos, trabalho, entre outros.

A dica é pensar sempre no longo prazo. Isso não significa que não será possível vender o apartamento daqui a algum tempo, mas sim que ele deve atender às suas necessidades durante determinado período.

Veja se no local desejado há obras de infraestrutura previstas e pense no impacto que isso trará. Por exemplo: ter uma estação de metrô perto é bom, mas se ela ficar ao lado do apartamento, o barulho pode ser elevado.

Outro detalhe importante é a situação da economia. Se o preço dos imóveis estiver em alta, talvez valha a pena esperar um pouco para adquirir uma propriedade melhor. No entanto, é possível encontrar boas opções em qualquer momento. Basta ter paciência.

Para ajudá-lo ainda mais nessa empreitada da escolha do imóvel ideal, vamos abordar a seguir mais dicas relevantes. É só continuar lendo!

Entenda como escolher o melhor imóvel para você

A escolha do imóvel ideal pode ser demorada, mas vale a pena investir esse tempo para achar o bem que deseja. A questão é que você precisa empregar tempo e esforços para chegar à melhor opção.

Por isso, indica-se adotar as seguintes ações:

1. Avalie detalhadamente durante a visita

A visita é o momento chave para verificar qualquer problema ou inconsistência. Essa também é a hora de medir os cômodos, verificar se os móveis vão se encaixar e quais são os pontos positivos e negativos.

Cuide para não se impressionar (positiva ou negativamente) com a decoração. Lembre-se de que é você quem vai arrumar tudo. Portanto, imagine seu estilo de decoração.

Em uma segunda ou terceira visita, recomenda-se ir acompanhado de um engenheiro ou arquiteto para identificar possíveis rachaduras e/ou excesso de umidade. Veja, também, se o banheiro e a cozinha são bem ventilados.

2. Visita o imóvel em diferentes horários

As visitas devem ocorrer em diferentes horários do dia porque isso facilita a busca por problemas e permite que você tenha mais certeza em sua decisão. Veja o nível de barulho, ventilação, incidência de sol e qualquer outro aspecto que considerar relevante.

3. Considere a área do apartamento

Um erro que se costuma cometer é avaliar somente a disposição dos cômodos, não a área total, o tamanho, do apartamento. Depois da mudança, é possível ajustar a decoração da maneira que ficar melhor e, tendo espaço, é mais fácil de organizar.

4. Analise as características da região

A cidade está em constante desenvolvimento. Pesquise se existe alguma região que pode ser valorizada nos próximos anos. A tendência é que essas regiões também possam progredir e aumentar o valor do bem.

Os pontos a serem observados são:

  • endereço: uma boa localização é aquela mais conhecida e que é fácil de chegar;
  • acesso: o local deve permitir acesso por carro, ônibus, metrô ou trem. Verifique se há pontos e estações próximas à residência porque isso valoriza o imóvel;
  • vocação da região: as ruas e avenidas conhecidas por terem atividades de comércio exigem que você se adapte a elas, ou seja, não se incomode com o barulho, goste do movimento, etc. Caso contrário, prefira uma rua mais residencial;
  • entorno: os locais próximos podem indicar a possibilidade de enchente, infraestrutura precária, violência urbana e outros pontos negativos. Eles indicam que a região está ou vai se desvalorizar. Por outro lado, é positivo estar perto de supermercados, lojas, shoppings e outros estabelecimentos similares.

5. Conte com a ajuda de corretores

Os corretores são profissionais especializados que podem colaborar muito na busca pelo imóvel perfeito. Especifique as características que procura e deixe claro do que pode abrir mão.

Se o imóvel for usado, pergunte porque os vendedores estão saindo do local, como é a região e a vizinhança e se há mais pessoas interessadas. Estabeleça uma relação de confiança, porque isso facilitará o processo de compra do imóvel perfeito para você.

Depois de encontrar o imóvel desejado, chega o momento de pensar no pagamento. Vamos entender melhor as modalidades disponíveis no próximo tópico.

Analise as melhores formas para adquirir o imóvel

Há duas principais formas de pagamento do imóvel que você vai comprar. Sua escolha depende de sua condição financeira e da pressa em adquirir o bem. Confira as modalidades ofertadas e as características de cada uma delas:

1. Financiamento

Essa é uma das modalidades mais adotadas porque permite ter acesso rápido ao apartamento e pagar o valor do crédito contratado em várias prestações. O financiamento pode ser feito com a construtora ou com uma instituição financeira.

No primeiro caso, há menos burocracia e o processo é mais fácil. O prazo de pagamento, porém, tende a ser menor, o que pode elevar o valor das parcelas.

Já na segunda possibilidade, quita-se o imóvel em até 420 meses (35 anos), mas é necessário entregar diversos documentos e esse processo de análise cadastral pode ser um pouco demorado.

No financiamento, é preciso ter cuidado com os juros embutidos, que podem elevar consideravelmente o valor total da propriedade que está sendo efetivamente pago.

Outro detalhe relevante é a entrada, pelo menos no financiamento bancário. O montante a ser empregado nesse primeiro momento varia conforme sua renda e o valor do imóvel. Como as parcelas devem corresponder a, no máximo, 30% da sua renda, pode ser solicitado o pagamento à vista de um valor significativo. Portanto, é preciso se preparar.

2. Pagamento à vista

Esse é o melhor dos mundos, porque não há incidência de juros e ainda é possível negociar um desconto no valor pago. O problema é que você demora mais para fazer a aquisição, pois, geralmente, é preciso juntar dinheiro por vários anos.

A entrega do imóvel é bastante rápida, mas você deve ter muita disciplina para poupar o máximo que puder. Vale a pena pensar nos investimentos para fazer o dinheiro economizado render mais.

Se você puder esperar, vale a pena pagar à vista. Caso contrário, organize-se e faça o financiamento. É só reunir os documentos e entregá-los ao banco. Ainda não sabe o que precisa? Acompanhe no tópico seguinte.

Informe-se sobre os documentos necessários

A decisão pelo imóvel ideal foi tomada. Agora chega o momento de reunir os documentos necessários. De modo geral, o comprador precisa entregar:

  • cópia de CPF e RG (ou carteira de motorista);
  • comprovante de residência;
  • comprovante de renda dos três meses anteriores;
  • certidão de casamento, união estável ou nascimento (se for solteiro);
  • declaração do Imposto de Renda;
  • Carteira de Trabalho e extrato do FGTS (caso ele seja utilizado na compra).

Se houver um cônjuge, ele também deve entregar as cópias dos documentos. Por sua vez, se o comprador for autônomo, é necessário comprovar renda por meio de um contrato de prestação de serviços, declaração de Imposto de Renda, do sindicato ou Comprobatória de Recepção de Rendimentos (Decore), que é fornecida pelo contador.

Além disso, há documentos relativos ao imóvel que devem ser reunidos e analisados. São eles:

1. Matrícula atualizada

A matrícula é vista como uma espécie de certidão de nascimento de um terreno, apresentando todas as informações fundamentais para que aquele local seja identificado corretamente de forma jurídica.

Esse documento é conseguido no cartório junto com uma certidão de ônus reais. A ideia é identificar se o imóvel é parte de uma ação judicial (o que inviabilizaria a venda) e analisar as características da propriedade, como:

  • registro de compra e venda;
  • mudanças de proprietários;
  • tipo de construção realizada;
  • comprovação de propriedade;
  • possíveis alterações executadas;
  • averbação da construção.

Logo após a solicitação da matrícula do imóvel atualizada, é possível verificar outras informações, como:

  • a localização;
  • a metragem;
  • averbações;
  • benfeitorias e demais observações.

A matrícula de imóvel atualizada é emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis da sua cidade.

2. Certidão de situação fiscal

Esse documento é obtido na Prefeitura e assegura que não há dívidas do imóvel com o município, entre elas, o IPTU. Existem cidades em que essa declaração pode ser emitida diretamente pela internet.

3. Declaração de inexistência de débitos condominiais

Essa certidão é verificada junto à administradora do condomínio ou ao síndico. Como as dívidas do condomínio são do bem, o novo proprietário deve arcar com elas. Portanto, vale a pena checar essa questão antes de comprar o imóvel dos seus sonhos.

Conclusão

Este guia da mudança trouxe a você os passos necessários para fazer a compra ideal. Tudo começa com o planejamento financeiro e estudo do mercado imobiliário.

Depois de analisar esses aspectos, chega a hora de visitar a propriedade em diferentes horários e avaliar os mais variados detalhes. Selecione o imóvel perfeito para a sua situação e, então, opte pela melhor forma de pagamento e entregue os documentos necessários.

Por fim, não se esqueça de contar com uma imobiliária ou construtora de qualidade. Seguindo essas dicas, você terá sucesso nessa escolha e será muito mais feliz na sua nova casa!